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Uma Nova Forma de Ver a Escoliose: Agora em 3D

Quando um médico avalia a escoliose (um desvio na coluna), ele geralmente usa imagens de raio-X comuns. No entanto, a escoliose não é apenas um desvio para o lado; a coluna também gira sobre si mesma, como uma escada em caracol.


O que este estudo traz de novo?


Cientistas e médicos criaram um novo método para classificar a escoliose que não olha apenas para o desenho da coluna no papel, mas sim para o formato dela em três dimensões (3D).


Por que isso é importante para o paciente?

Precisão no Diagnóstico: Com o modelo 3D, o médico consegue ver exatamente o quanto a coluna está "rodada".


Planejamento da Cirurgia: Se o paciente precisar de cirurgia, o médico terá um mapa muito mais detalhado. Isso ajuda a escolher a melhor forma de corrigir a coluna, buscando não só deixá-la reta, mas também corrigir a rotação que causa aquela "corcunda" nas costas (chamada de gibosidade).


Tratamento Personalizado: O estudo mostrou que duas pessoas com o mesmo grau de desvio no raio-X comum podem ter colunas muito diferentes por dentro. Este novo sistema permite um tratamento feito "sob medida".


Como é feito o exame?

O médico utiliza um equipamento especial que tira fotos da coluna de frente e de lado ao mesmo tempo. Um computador então junta essas imagens e cria um modelo 3D da coluna do paciente, sem que ele precise fazer exames mais demorados ou com muita radiação.


Resumindo: Essa nova classificação ajuda os médicos a entenderem melhor a coluna de cada jovem, garantindo que as cirurgias e tratamentos sejam mais seguros e eficientes.

 

Referência: AUBIN, C.-E. et al. The SRS–Lenke–Aubin 3D classification of adolescent idiopathic scoliosis. Spine Deformity, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 1-15, 2025. DOI: https://doi.org/10.1007/s43390-025-01253-2. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s43390-025-01253-2. Acesso em: 20 abril 2026.

 

Fernando Antonio de Melo Filho

Neurocirurgião

CREMESP 171961 RQE 89040

Membro ABTE

 
 
 

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