Preciso usar o colete?


Essa é uma excelente pergunta!

Mas antes de respondê-la, é necessário entender alguns aspectos da escoliose para poder ou não, prescrever um colete ortopédico.

De acordo com o Guideline da Sociedade Internacional de Tratamento Ortopédico e Reabilitação da Escoliose (SOSORT) de 2016, a Escoliose Idiopática pode ser classificada pelo ângulo de Cobb (medida utilizada nas radiografias, para determinar o ângulo das curvas da coluna), a fim de verificar a gravidade da escoliose, da seguinte forma:

Baixa: até 20 graus

Moderada: de 21 a 35 graus

Moderada para Severa: de 36 a 40 graus

Severa: de 41 a 50 graus

Severa para muito Severa: 51 a 55 graus

Muito severa: acima de 56 graus.


Conhecendo o ângulo de Cobb, e correlacionando-o com a idade do paciente, podemos seguramente prescrever ou não um colete.

Mas, então... quando prescrevemos?


Vamos aos exemplos:

Um paciente com 20 anos de idade e uma escoliose de 23 graus, não precisará fazer uso de colete, pois é um paciente que já atingiu sua maturidade esquelética. Precisará de acompanhamento com um Fisioterapeuta especializado em escoliose, para que, com Exercícios Específicos para Escoliose, ele possa evitar a progressão da curva.

Vale lembrar que estes exercícios são prescritos levando em consideração a individualidade de cada paciente.

Agora vamos considerar um outro quadro clínico possível. Um paciente com 23 graus de Cobb, com idade de 10 anos.

Neste caso a análise muda completamente!

Este é um paciente que está em fase de crescimento e o risco evolutivo da escoliose é alto e por isso necessitará de acompanhamento rigoroso até o final do seu crescimento.

Deverá iniciar Fisioterapia Específica para Escoliose, além de incluir no seu tratamento, o uso de um colete ortopédico (preferencialmente um colete produzido com tecnologia 3D, como o Rigo Cheneau) a fim de evitar ao máximo a progressão da curva.

Outra pergunta que sempre nos fazem, é: "Minha coluna ficará reta?"

A resposta é: depende de uma série de variáveis a serem analisadas, pois cada paciente é único, e mesmo apresentando as mesmas características morfológicas, seus tratamentos podem ser completamente diferentes.

Nossa certeza é que não existe caminho fácil e nem milagres no tratamento conservador da Escoliose Idiopática.


O que existe, é:

trabalho árduo e contínuo, com mudanças de hábitos, participação do paciente e família e bom acompanhamento profissional, feito com seriedade.

Aos pacientes, pedimos que exijam as certificações dos seus Fisioterapeutas.


Os Exercícios Fisioterapêuticos Específicos para Escoliose são aqueles reconhecidos pela SOSORT - Barcelona Scoliosis Physical Therapy School - Schroth/BSPTS; Individual Therapy of Scoliosis - FITS; Dobomed; Side Shift; The Lyon Approach; Scientific Exercise Approach to Scoliosis - SEAS e o International Schroth 3D Scoliosis Therapy - ISST.


As certificações internacionais, como a do Método Schroth, são a garantia da qualidade e seriedade na abordagem da Escoliose. Estes são os únicos métodos com grande número de estudos relevantes e de boa qualidade, comprovando sua eficiência no tratamento da Escoliose.







Conteúdo Autoral desenvolvido pelo

Dr. Douglas dos Santos Pinto

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